topo

Arquivos da categoria: ‘Polêmicas’

Sobre gênios e eruditos

Postado em: abr 7, 2009 11:06:37 PM

Caiu-me em mãos um livreto do Schopenhauer: A Arte de Escrever. Recomendação do meu irmão.  Estou ainda a ler sobre a tal arte e longe de entendê-la ou executá-la, de maneira que estas palavras não tratarão do ofício penoso que é escrever bem.

Chamou-me a atenção, todavia, breve nota do pessimista filósofo sobre aqueles a quem chamava eruditos, distinguindo-os dos gênios.

É de se notar o estranhamento que isso causa, logo de início: temos, todos nós, a mania de confundir ou tratar por sinônimos erudição e genialidade. Aquela ideia fixa de que, lendo lendo lendo aprende-se muita coisa. Ocorre-me aquela frase do Seu Madruga,  “se quer ser alguém, que devore os livros!” E lá ia Chaves, literalmente, saborear a celulose do papel!

Schopenhauer diria, por absurdo que pareça que, dependendo do uso que se faz do livro a ser lido, melhor comê-lo realmente! Daria no mesmo. Porque ler assim, de maneira tão banal quanto se come ou se veste, não tem serventia alguma ou, pelo menos, serventia que seja nobre.

Nobreza, então, é o que diferencia o gênio do erudito, tal como o ouro da pirita. Você deve conhecer os eruditos. São muitas vezes professores, cientistas renomados, doutos conhecedores de n assuntos, onde n é quase sempre igual ao número de verbetes de uma enciclopédia. São os que, nas palavras de Schopenhauer, fazem uso do conhecimento como um meio, e não como um fim em si mesmo. Produzem um conhecimento de exposição de assuntos e pensamentos tratados e desenvolvidos por outras mentes, nunca pelas suas. São divulgadores da doutrina de um, ou atualizadores de obra de outro.

Outras vezes disfarçam-se melhor. Ganham respeito e admiração e influenciam gerações e gerações de estudantes e pensadores. O filósofo diz isso de Hegel, aquele sujeito impossível de entender (e não me venham dizer que entenderam não! Não entender é axioma quando se fala de Hegel!). Não me é dada a propriedade para apontar o dedão pro tal do Hegel e dizer a ele “Vós não manjais picas”; é-me lícito, no entanto, criticar as figurinhas de meu tempo.

Muito triste, de fato, que no nosso mundinho moderno imperem essas autoridades. Que tomemos os argumentos delas como “verdade”, que tentemos provar “nossos” pontos – seja em tribunais, seja em discussões de boteco – com base nessas “verdades”. Tragédia nossa e do mundo que não sabe reconhecer quem realmente tem ou teve algo a dizer.

Já preconizava o filósofo que os verdadeiros gênios, por não se preocuparem com títulos, honrarias, fama, dinheiro e sim com o compromisso para com a verdade e com o conhecimento, estariam fadados a uma vida modesta no esquecimento, salvo a sorte que eventualmente escolhe alguns poucos.

Refletindo sobre isso, ocorre-me a figura de um professor de minha faculdade, versado em línguas, doutor em sua área, autoproclamado conhecedor de arte, de literatura, reconhecido internacionalmente. Li um pedaço de seu livro e algumas de suas aulas. Estas não menos lamentáveis que aquele. Ocorrem-me, ato contínuo, a vida em lamúria e solidão de Van Gogh, que em vida teria, dizem, vendido apenas um quadro, a um amigo piedoso. Recentemente, a pintura Os Girassóis foi vendida por 40 milhões de dólares…

A diz puta eleitoral

Postado em: set 21, 2008 09:33:31 AM

Vi no Xpock e não pude deixar de copiar… uma descrição muito boa do que é ser político no Brasil! Jessier Quirino é cabra trovador, poeta e matuto lá das bandas do Nordeste, sim sinhô! O cara manda muito bem! O vídeo abaixo é um trecho do texto completo, que pode ser acessado aqui.

E pra quem não entendeu muita coisa, no site do sujeito tem um dicionário de termos nordestinos, em PDF, pra acompanhar. Eita Brasil!

Segue o vídeo:

Dúvidas da Disney

Postado em: jun 18, 2008 06:58:57 PM

Não existe rato preto. No entanto, o sr. Walt Disney inventou a família Mouse (Mickey e Minerva, a Minnie). Alguém me explica, por favor!

O guia da boa esposa – Follow up

Postado em: mai 28, 2008 07:50:01 PM

Uns tempos atrás, meu camarada Mxy+ummontedeconsoante postou frases retiradas de revistas femininas antigas. Isto que vou postar agora é um guia de como ser uma boa esposa no tempo em que elas não raspavam o sovaco.

A imagem está em inglês, e na continuação, tem a tradução.

Free Image Hosting at www.ImageShack.us

Read the rest of this entry »

A crueldade por trás da luxuosa carne de baleia e golfinho.

Postado em: abr 5, 2008 02:30:27 PM

Um documentário-bomba está a ponto de explodir o mercado de pesca do Japão.
Filmado secretamente pela Oceanic Preservation Society e bancado pelo fundador da Netscape, Jim Clark, esse filme mostra a atrocidade cometida contra a vida marinha pelos japoneses.

Todo ano, em pequenas baías perto de Taiji, na cidade de Wakayama, milhares (eu disse MILHARES) de baleias e golfinhos são presos e mortos a golpes de arpão, porretes e lâminas. Os sobreviventes são vendidos para aquários para virarem atrações e a carne, além do mercado, vai também para as escolas primárias, mesmo tendo sido comprovado que ela tem centenas de vezes mais o nível de mercúrio permitido pelo Ministério da Saúde.

 

Image and video hosting by TinyPic

E por que foi filmado secretamente? O fato é que eles têm consciencia da merda que estão fazendo e a polícia isola a área com cordão, mantendo o abate longe dos olhos de curiosos inconvenientes.
A OPS usou táticas militares de infiltração para plantar câmeras escondidas em árvores, pedras e até embaixo d’água. Todo o processo foi documentado e o filme, chamado “The Rising” será exibido nos cinemas (não especificado de onde) nos meados do segundo semestre.

Não é novidade que o Japão é um país muito pilantra em se tratando de caça a baleias e afins. Segundo acordos internacionais, eles têm uma cota de baleias para caçar para fins científicos. O que eles fazem é caçar essa cota, convenientemente, retiram apenas os ouvidos para “estudos”, e o resto da carne e outras partes vai para os restaurantes de sushi de luxo e indústria de cosméticos.

Você pode encontrar mais detalhes, em inglês, aqui. Vamos esperar que esse documentário finalmente ponha abaixo o cruel mercado japonês de peixes.