Arquivos da categoria: ‘Textos’
Postado em: mar 10, 2010 02:42:22 PM

Olá galera estou aqui novamente para falar sobre cinema, hoje não deixarei uma dica de filme vou tentar fazer um resumo sobre a história do cinema para todos aqueles amam a sétima arte, não sei se conseguirei escrever um texto bom que irá entreter a todos, mas tentarei. Então vamos lá.
Foi em 28 de Dezembro de 1895, em Paris no Grand Café que os irmãos Lumière mostraram ao grande público seu mais novo invento o “Cinematógrafoâ€, havia cerca de umas 30 pessoas para ver o filme “L’arrivée d’um Train à La Ciotatâ€, quando os presentes viram o trem chegando quase todos correram pensando que seriam atropelados pela “Maria fumaçaâ€, este foi o exato momento em que o cinema nasceu para conquistar o Mundo. Read the rest of this entry »
Postado em: abr 5, 2009 10:12:39 PM
Se uma banquinha de doces lhe oferecesse dois tipos de trufa: uma de chocolate suÃço a 1,50 e uma caseira de graça, qual você escolheria, sem parar pra pensar?
Acho que muita gente escolheu a trufa grátis, não é mesmo? Já esticaram a mão e pegaram a trufa caseira, antes que essa barganha acabasse. Mas, e se a banca lhe oferecesse novamente as duas trufas, sendo a caseira por 50 centavos e a suÃça a 2 reais?
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Postado em: dez 1, 2008 08:09:21 AM
O blog anda meio que jogado às traças, o povo daqui anda tão ocupado que as postagens rarearam, mas as três pulgas que nos lêem não devem desistir, só serem pacientes que o retorno triunfal virá em dois ou três meses (o triunfal é um exagero eu sei)
Então só para quebrar o gelo vou postar uma listinha que me passaram na net, sobre todas as coisas que só acontecem no mundo dos super-heróis. Não fui eu quem criou a lista, embora tenha acrescentado alguns itens também. Bom se eu soubesse quem é o autor eu lhe daria o devido crédito, mas foi algo que alguém me passou, porque recebeu de alguém que o enviou que por sua vez…(Bom vcs já entenderam)
Segue a lista:
1. Ninguém nunca morre para sempre, aliás a morte é uma entitade extremamente incompetente.
2. Uma roupa colante pode se rasgar em muitos lugares, menos na máscara. A máscara de uma roupa colante é indestrutÃvel.
3. Ninguém é capaz de reconhecer outra pessoa pelo som da voz: até mesmo um marido ou esposa pode falar com seu cônjuge e não reconhecê-lo, desde que ele/ela esteja usando uma máscara.
4. Da mesma forma, nunca ninguém faz testes de DNA para descobrir a identidade de, por exemplo, um criminoso fantasiado que escala paredes.
5. Heróis verdadeiros nunca tentam melhorar o mundo, apenas impedi-lo de ficar pior. Impedir um maluco de uniforme de construir um “raio da morte†é muito mais importante do que, sei lá, acabar com a fome.
6. Ficar obcecado para o resto da vida com uma tragédia do passado e sair por aà espancando pessoas não faz de você um psicopata, mas um herói.
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Postado em: out 1, 2008 12:18:07 PM
Esse texto foi escrito originalmente apenas para ilustrar duas fotos do meu flickr, pensando que o volume de post deste blog está baixo divulgo aqui também, apesar da qualidade duvidosa. Pode ser o primeiro de uma série dependendo da minha disponibilidade para leitura e criatividade nas fotos…


Vendo pela internet os famosos projetos que idealizam tirar um auto-retrato por dia durante algum tempo tive vontade de fazer alguma coisa parecida, mas o fato é, não seria justo com as outras pessoas mostrar uma foto minha todos os dias (seria desagradável para todos, talvez com exceção de minha mãe e minha namorada… talvez) sem contar o fato que eu não iria ter paciência pra isso…
As questões acima me levaram a pensar em algo mais fácil e mais agradável a todos então tirarei fotos dos livros que “estou lendo no momento†e os livros que “já liâ€, tentando fazer algo diferente a cada foto além de uma resenha sem-vergonha, amadora, despropositada, xexelenta mas… bom não tem “masâ€.
Começarei com “As Crônicas Marcianas†de Ray Bradbury, autor que ficou conhecido por sua obra “Fahrenheit 451†que foi adaptada para a “Grande Tela†por ninguém menos que François Truffaut um dos maiores Ãcones do Cinema e um dos fundadores da “Nouvelle Vagueâ€.
A(s) historia(s) em “As Crônicas Marcianas†gira(m) em torno da colonização de Marte, mostra cronologicamente os acontecimentos desde a vida dos nativos marcianos passando pelos primeiros contatos até a completa invasão do Homem. Cada passagem é datada em intervalos temporais que vão de janeiro de 1999 a outubro de 2026, e cada perÃodo escrito como um conto independente que compõe o panorama do todo.
Nota-se logo no inicio duras criticas a guerra, ao racismo, ao consumismo, ao comportamento do homem moderno e especulações sobre a natureza humana, e ainda reflexões sobre fé e ciência.
Marte de Bradbury não é um planeta inóspito e vulgar como nossa “suposta realidade†nos diz, apresenta marcianos que hora são como homens elevados, mas em inicio de decadência, hora como criaturas que alcançaram à perfeição.
O livro me encantou em poucas páginas e mesmo sem ter terminado ainda sei que será uma das melhores leituras que já tive. Terminarei o texto assim de forma brusca, pois como dito no titilo da foto “Estou Lendo†e assim que terminar volto por aqui para terminar a resenha e tecer outros comentários que com certeza serão favoráveis a história e tristes sobre nossa condição humana…
Trechos do Livro….
… Nós terrestres temos um enorme talento para arruinar coisas grandes e belas. A única razão pela qual não instalamos barracas de cachorro-quente no templo egÃpcio de Karnak foi porque estava fora da estrada e não oferecia grande oportunidade comercial. E o Egito é uma pequena parte da Terra. Mas aqui, tudo é antigo e diferente. Vamo-nos instalar e começar a emporcalhar tudo. Chamaremos o canal de Rockfeller, a montanha de Rei George e o mar de Dupont. Haverá cidades denominadas Lincoln, Rooselvet, Coolidge, e esses nomes não terão sentido porque já há nomes adequados para esses locais.
- É sua tarefa como arqueólogo, descobrir os nomes antigos e então os usaremos.
- Uns poucos como nós, contra todos os interesses comerciais – Spender olhou para as montanhas cor de ferro.
- Eles sabem que estamos aqui agora, para cuspir no seu vinho e imagino nos odeiam.
O capitão balançou a cabeça.
- Não há ódio aqui – escutou o vento passando – A julgar pelo aspecto dessas cidades, eles foram um povo gracioso, belo e filosófico…
…Fale-me desta sua civilização aqui – disse o capitão, com um gesto de cabeça e um movimento de mão para as cidades na montanha.
- Eles aprenderam a conviver com a natureza e a compreendiam. Não se esforçaram para ser só homens e não animais. Foi o erro que cometemos quando Darwin apareceu. Nós o recebemos com os braços abertos, bem como Huxley e Freud. Então descobrimos que Darwin e nossas religiões não se misturavam. Ou pelo menos, pensávamos que não. Éramos uns tolos. QuerÃamos sacudir Darwin, Huxley e Freud. Eram inamovÃveis. Por isso, como idiotas, tentamos derrubar a religião.
Conseguimos lindamente. Perdemos nossa fé e o sentido da vida. Se a arte não é mais que a sublimação do desejo frustrado, se a religião não passa de auto-ilusão, para que a vida? A fé sempre nos deu respostas para as coisas. Mas tudo se perdeu com Freud e Darwin. Fomos e ainda somos um povo extraviado.
- E os marcianos são um povo que se encontrou? – perguntou o capitão.
- Sim. Aprenderam a combinar ciência e religião, fazendo-as agir lado a lado, sem se contradizerem, uma enriquecendo a outra…
Postado em: out 1, 2008 11:19:37 AM
Quando eu era mais novo era muito mais idealista, acreditava que éramos um povo de luta que se saÃssemos as ruas mudarÃamos o mundo, vestia com orgulho minha camiseta com nossa bandeira, tempos de inocência…
Bom parte por minha própria culpa (letargia) e grande parte por testemunhar os rumos de nosso pais, de nossa polÃtica, os sentimentos “pró-sociedade” da minha adolescência se foram, transformados em frustração e possivelmente no futuro em atos imprudentes e violentos. Enfim o texto não é sobre minha descrença ou minha juventude, pelo menos com certeza não sobre minha juventude.
Li um texto no blog Jurisconsulto que me despertou a necessidade de divulgá-lo pois traduz muito bem minhas indagações e frustrações sobre nossos candidatos a prefeito e vereador. Me lembrando (como se fosse preciso) o exemplo de minha cidade onde os candidatos travam suas batalhas pelo poder em campanhas milionárias, principalmente o “Velho Coronel” da cidade desesperado em retomar seu lugar que lhe foi roubado por um invasor nas últimas eleições. O rosto do “Coronel” está espalhado por toda a cidade a batalhões trabalhando para ele agitando bandeiras, distribuindo papéis, colando adesivos nos carros enquanto ele prometendo mundos e fundos, promessas que só uma mente retardada acreditaria. Tudo isso me faz questionar o por que nossos candidatos terem tanto trabalho, gastarem tanto dinheiro para ocupar os cargos públicos. Estarão lutando por seus ideais polÃticos? lutando com esmero para que possam ajudar o povo de suas cidades? Por que aquele já conhecido bem feitor, aquela pessoa que você viu e comprovou bons atos não se envolveu na polÃtica ou quando se envolveu não conseguiu o cobiçado cargo? Não era uma boa opção? Ou não tem influência, dinheiro e nem serve aos interesses dos poderosos?
“a verba municipal, apesar de reduzida é infinitamente mais fácil de ser manipulada em favor próprio que as verbas federais ou estaduais. Via de regra a motivação nunca é a defesa dos interesses da cidade, mas apenas os seus próprios – entre manipulação de vultuosas verbas e obtenção de prestÃgio na cidade. – Blog Jurisconsulto”
Bom o intuito deste texto é somente indicar a leitura de um texto melhor, conciso e relevante. Cliquem no link abaixo.
Cargo de prefeito: a galinha dos ovos de ouro
Postado em: abr 23, 2008 10:47:14 PM
Ninguém vai ler, mas eu posto mesmo assim!
Bar ruim é lindo, bicho
Meio intelectual, meio de esquerda
de Antonio Prada
Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de 150 anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de 150 anos, mas tudo bem).
No bar ruim que ando freqüentando nas últimas semanas o proletariado é o Betão, garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas acreditando resolver aà 500 anos de história.
Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar “amigos” do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura. “Ô Betão, traz mais uma pra gente”, eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte do Brasil.
Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte do Brasil, por isso vamos a bares ruins, que tem mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit gateau e não tem frango à passarinho ou carne de sol com macaxeira que são os pratos tradicionais de nossa cozinha.
Se bem que nós, meio intelectuais, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de petit gateau do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinha bem que ajuda. A gente gosta do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne de sol…
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